Primeiro foi o pânico. A simples idéia de férias, descanso, folga…não importa o nome e nem mesmo as definiçôes pautadas em número de dias. Tudo são férias! Como sair de férias?
E os clientes. Como eles iriam reagir ao saber que consultor tira férias. Isso é estratégico?
Mas do outro lado a esposa com aquele olhar ameaçador. Sem falar das crianças. Pânico nos olhares dela. Será que vai azedar as nossas férias….
Debruço sobre o calendário do outlook. Reduzo os dias do mês, estico as horas do dia. A cabeça martela: logo em janeiro… o mês das contas e das quedas de receitas. Mais pânico.
A minha esposa fala ao telefone das férias com a metade da família. A outra metade será na próxima ligação.
Fecho o calendário e vejo na minha estante o meu livro companheiro de férias. Os cem melhores contos brasileiro do século. Ele também parece feliz.
Minha filha pula em meu colo e lasca-me um beijo. Agora é sem retorno. Consultor em férias.
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